Política, Cultura e Direito


Tragédia Palestina

MIRAL. É esse o rosto de uma terrorista? 
Dirigido por Julian Schnabel, baseado no romance homônimo da jornalista Rula Jebreal, o filme lançado em 2011 é um breve retrato da tragédia na qual o povo palestino se encontra submetido. Vale assistir e não há como não se indignar.



Escrito por Luiz às 23h51
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MIRAL. É esse o rosto de uma terrorista?  Dirigido por Julian Schnabel, baseado no romance homônimo da jornalista Rula Jebreal, o filme lançado em 2011 é um breve retrato da tragédia na qual o povo palestino se encontra submetido. Vale assistir e não há como não se indignar.



Escrito por Luiz às 23h50
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Meio Ambiente

 

O necessário debate sobre a questão ambiental

 

O direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado está inserido no conteúdo geral dos Direitos Humanos. Presente em vários tratados internacionais, na Constituição Federal, o direito ao meio ambiente é condição necessária para a concretização do princípio da dignidade humana.

 Porém, o tratamento dado aos problemas decorrentes da crise ambiental por parte da classe dominante e mesmo por significativa parcela do movimento ambientalista tem se restringido à ninharias e superficialidades, sem jamais se aproximar da raiz do problema.

 O “desenvolvimento sustentável” se transformou no grande lema de todo mundo. Qualquer governo ou qualquer corporação, inclusive as grandes poluidoras, fazem questão de incluir a “sustentabilidade” como plano de governo ou missão corporativa. Percebemos que há algo errado quando “todos” defendem a idéia de sustentabilidade e esse propósito não consegue se descolar do mundo das idéias. Mas, o grande e definitivo no problema do desenvolvimento sustentável se encontra na incompatibilidade entre essas duas categorias: desenvolvimento e sustentabilidade.

 O desenvolvimento no modo de produção capitalista só é possível através da expansão do consumo, da acumulação ilimitada do capital e, consequentemente, na utilização desmedida dos recursos naturais. A grande contradição se encontra no fato de que os recursos naturais são limitados.

 A sustentabilidade do planeta só poderá ser viabilizada a partir da aplicação da velha máxima “a cada um de acordo com suas necessidades”. Ou seja, através da produção para atender as reais necessidades da população e não a produção desenfreada nas quais o valor de troca das mercadorias prepondera sobre o valor de uso.

 Embora Marx não tenha teorizado acerca das questões ambientais, até porque esta não era a demanda do século XIX, o pensamento marxista tem sim muito a contribuir para a temática ambiental. Isto porque, da mesma forma que o capital explora a força de trabalho no seu processo de acumulação, da mesma forma e com o mesmo fim, explora de forma desmedida os recursos naturais.

 Daí que, diante da grave crise ambiental pela qual atravessa o planeta toda perspectiva de sobrevivência da humanidade passa pela superação do modo de produção capitalista e pela implantação de um novo modelo de sociedade sem classes.

Luiz Gustavo Assad Rupp

 



Escrito por Luiz às 17h15
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Mídia servil

 

A hipocrisia estadunidense e seus filhos da puta

John Foster Dulles foi um importante Secretário do Departamento de Estado dos EUA. Exerceu papel fundamental no período da guerra fria. Mas, sem dúvida, a frase que marcou a história desse senhor foi a forma pela qual se referiu ao ditador da Nicarágua Anastácio Somoza. Dulles certa vez declarou que, de fato “Somoza é um filho da puta, mas é o nosso filho da puta”.

Assim os EUA apoiaram a ditadura dinástica da família Somoza, que governou a Nicarágua entre 1936 até 1979, quando foi derrubada pela Revolução Sandinista, assim como apoiou, implantou e sustentou ditaduras que atenderam aos seus interesses financeiros e militares. E faz assim até hoje.

Mas lembrei da frase de Dulles porque acabo de ler um artigo de Robert Fisk, do periódico britânico The Independent, no site Rebelion (http://www.rebelion.org/noticia.php?id=128455). No artigo, Fisk trata da ditadura no Bahrein, um califado governado por uma minoria sunita que oprime uma maioria xiita. O Bahrein não ficou a salvo da onda revolucionária que assola o Oriente Médio desde o começo do ano. Lá também existem manifestações e uma reação extremamente brutal do califado. Denúncias de torturas, pena de morte contra manifestantes e até prisões de médicos que atendem manifestantes feridos! Isso vem ocorrendo desde o início do ano, sem que haja praticamente nenhuma manifestação do governo norte-americano ou dos governos europeus e, consequentemente, de toda nossa mídia servil.

Robert Fisk é um jornalista raro nos dias de hoje. Poucos compreendem e analisam tão bem a situação do Oriente Médio como ele. É um repórter de verdade, vai a campo, entra em zonas de guerra, arrisca a própria pele na busca de informações. Exatamente o contrário daqueles que apenas replicam as informações das principais agências de notícias. Por isso, vale a pena ler esse artigo e tantos outros que escreve sobre a situação no Oriente Médio. Também vale a pena ler o livro que escreveu a partir de suas experiências na região “A Grande Guerra pela Civilização – A Conquista do Oriente Médio”, com mais de 1200 páginas.

Só assim podemos compreender um pouco do que ocorre naquele canto do planeta, porque, falar em liberdade de imprensa por estas bandas é uma grande hipocrisia. A informação manipulada, falseada e distorcida difundida pelas empresas de comunicação daqui, são aquelas a serviço do mesmo modelo político e econômico que apóiam ditaduras pelo mundo, e não tem qualquer escrúpulo em admitir que embora esses ditadores sejam filhos da puta, são os nossos filhos da puta. 

 



Escrito por Luiz às 09h14
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Neoliberalismo

Neoliberais Sulamericanos

Carlos Andrés Perez encontra-se auto-exilado em Miami. Gonzalo Sánchez de Lozada fugiu para os Estados Unidos após uma reação popular contra sua política econômica e corrupção. Carlos Menen, da Argentina, após afundar seu país em uma crise sem precedentes, chegou a era preso e, em sua última tentativa de retorno à política ficou em terceiro lugar em eleição para governador da Província de La Rioja. Alberto Fujimori está preso no Peru.

Estas figuras do nosso continente tem em comum o fato de terem implementado políticas neoliberais que dilapidaram o patrimônio público com as privatizações, aumentaram as desigualdades sociais e transferiram boa parte do patrimônio do povo para corporações internacionais.

FHC fez a mesma coisa por aqui. Mas, graças a nossa mídia servil é o príncipe dos sociólogos.



Escrito por Luiz às 09h02
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Luis Alberto Warat

Um Cronópio de Cortázar

Na última quinta-feira, dia 16 morreu Luis Alberto Warat. Assim que recebi a notícia peguei o primeiro livro que li dessa rara figura: A Ciência Jurídica e seus Dois Maridos ou, “fragmentos de uma expedição pelo direito, pela ciência e outros lugares de arrogância”. O livro é o primeiro de uma trilogia, seguido pelo “Manifesto do Surrealismo Jurídico” e “O Amor Tomado pelo Amor”.

Nunca tive contato direto com Warat, mas há vinte anos convivo com ele. Sua leitura era uma terapia contra as aulas enfadonhas da faculdade e os leguleios da prática forense. Esse sujeito conseguia na mesma obra escrever sobre direito, surrealismo e poesia, incursionando por Cortazar, Breton, Barthes, Bakhtin... e nesse livro, é claro, Jorge Amado.

Em Ciência Jurídica e seus Dois Maridos ele descreve alguns personagens de Cortazar e, em seguida, é surpreendido pela notícia da morte do escritor argentino. Isso se passou em 1984. O que ele escreveu para Cortazar, certamente serve para ele.

Segue um trecho belíssimo...

 

Cronópios: Homens pluriformes e pluricromáticos de espantosa riqueza inventiva, estranha poesia e humor adstringente. Altamente sensíveis a tudo o que existe de raro e fantástico na vida cotidiana, vivem empenhados em redescobrir o amor pela vida, debochar do instituído e exercitar uma livre cormunicação dos desejos. Comunicam-se marginalmente, apelando a uma serniologia dissidente dos desejos.

A forma dos cronópios é a loucura.

Eles cantam como as cigarras, indiferentes aos semio-suicidas coletivos do cotidiano e, quando cantam, esquecem tudo, até a conta dos dias.
0s cronópios levam as significações impressas sobre o corpo, pensam que as leis poderiam ceder terreno às excessões, acasos e improbabilidades.

Provavelmente sejam os sobreviventes, fragmentos esparsos de alguma horda angelical de antepassados do homem que conseguiram perdurar nos corpos de alguns virus para tomar, às vezes o sangue de alguns homens, despertando-os para a vida. Esboços de um sonho de loucura.

Um cronópio possuído de uma imensa alegria por ver o sol é capaz de apertar o tubo da pasta de dentes desde a janela de seu banheiro, convertendo a rua num mar cor de rosa.

Os cronópios entendem que, apelando aos preconceitos, nunca se pode estar no novo.

Dono de um discurso desligado, vale-se dele para não ser militante de nada e nem de coisa alguma. Nem sequer é soldado de sua loucura. O cronópio é um marginal que não se socializa nem no dever e nem no pecado. Ele não aceita ficar preso a nenhuma teia de tiranias.

Se algum cronópio tomasse o poder, perdê-lo-ia instantaneamente.

Famas: São seres cinzas, acomodados, prudentes, amantes do calculo, da semiologia dominante e dos desejos lícitos. Os famas sabem tudo da vida prática. Embalsamam suas recordações e podem dizer o que vai acontecer a cada instante, no passar das horas, porque para eles hoje é igual a ontem.

Os famas conseguem pôr um lugar em cada coisa e cada coisa em seu lugar. Se decidem participar de uma escola de samba, o fazem na comissão de frente.

Quando um cronópio enche a rua de sua casa com pasta de dentes, o fama organiza uma reunião de vizinhos para ir protestar de forma regular e oficial. Os famas não se apuram em mudar o mundo, e deixam que o mundo os dissolva.

Quando uma desigualdade social os toca, gritam com força: que vergonha, filhos de uma má mãe, e vão para seu clube achando-se muito bem, e pensando na maneira como se comprometeram socialmente. Sua profissão predileta é a de serem advogados.

O fama, com diz meu amigo Lênio Streck, tem o cotidiano agendado. Se perde sua agenda, perde parte de sua vida. Quando os famas tomam o poder, militarizam o cotidiano.

Esperanças: As esperanças sedentárias deixam-se viajar pelas coisas e pelos homens, e são como as estátuas. É preciso ir vê-las, porque elas não vém até nós.

As esperanças são cordiais e chamam verdades científicas ao conjunto de metáforas que os povos usam para viver sua própria história. A esperança é um pára-vidas que escuta aos outros como quem ouve chover. Uma esperança não aceita manejar abstrações se não são eurocêntricas e reconhecidas por um professor da Sorbonne.

As esperancas vivem graças ao espírito cartesiano, não suportam as ingerências, detestam os famas sem admitir que elas, quando fazem seus raciocínios analíticos, os copiam. Os esperanças constituem o direito do saber. Quando um esperança leciona em uma universidade, não conhece seus alunos e por isso os trata bem, no final nâo lhe importam nada.

Quando os esperanças tomam o poder, falam de democracia.

Ponto "vêlico": (de um navio). Lugar de convergência, ponto de intersecção misteriosa até para o construtor do navio. Nele somam-se as forças dispersas em todo o "velamen" desdobrado. Ponto "vêlico" do ar, lugar onde enxergamos o que todavia não sabemos ver. Ponto "vêlico" do fantástico, a grande surpresa que nos espera, onde aprendemos finalmente a não surprender-nos de nada. É a crosta aparencial do fantástico.

Piantado: Em italiano "mandar-se a mudar". Neologismo que define um tipo particular de louco, o maluco que não se crê normal se pensa muito nisto, pois os normais se parecem demais a um juiz de Para entender um louco convém ser psiquiatra, para entender um piantado basta o bom humor. A loucura é uma saída, piantar-se e ver chegar cronópios.


12 de fevereiro. são dez tristes, chuvosas horas da manhã, em uma cidade que, quando lhe tiram o sol de verão, fica perdida. Estou escrevendo devagar e com torpor, com a ressaca de um resfriado que me embota as idéias. Minha irmá traz a noticia de que Cortázar morreu. Deixo este quebra-cabeças que estava tentando consertar, peço para comprarem os jornais e, enquanto espero, sinto a necessidade de dizer por escrito adeus ao homem que me mostrou, com impecável perícia, como se deve viajar em direção ao fantástico, para poder ter as realidades e evidências por enigmas; como poder transmutar em loucas as razões, para poder sobreviver socialmente a tantos monstros que, nobre, militar e sensatamente nos governam.

Ainda adolescente aprendi em Cortázar a horrorizar-me das antinomias e a gostar dos textos que tanspirassem, por todos seus poros, uma vitalidade ardentemente exposta e comprometida. Durante todos estes anos, cada vez que, como nesta manhã, me sentia lento e entorpecido frente a uma folha de papel em branco, recorria a Cortázar, porque sabia que teria uma leitura inspiradora. Junto com Barthes, é o autor mais anonimamente citado em meus trabalhos. Os dois são minha gramática do desejo.

Chegam os jornais. Júlio Cortãzar morreu ontem em Paris, ficando, desde agora, só Cortázar nos outros. Daqui em diante, unicamente de nós dependerá que seu modo de iluminar tudo o que olhava, descobrindo o que nós não víamos, ou víamos cheio de lugares-comuns, não se perca como um lugar literário.

Acabamos de perder um grande cientista social que, como diz Vargas Llossa, soube combinar um tipo de literatura cotidiana, baseada na experiência comum das pessoas com elementos fantásticos, com o elemento imaginativo mais audaz e insólito. As palavras de Vargas Llossa encerram uma preciosa definição do que é romanesco carnavalizado, como expressão do compromisso das linguagens com a democracia. A obra de Cortázarr esponde bastante ao ideal de linguagem política, tal como a pode ver um Barthes ou a vê em Lefort, Eco e Morin.

Foi um cronista do caos, das imobilidades cotidianas, do fantástico e da ilusão. Foi um cronista do insólito.

Sinto um certo mal-estar nos ecos de sua morte. Borges, por exemplo, fala mais dele e de sua irmã do que de Cortázar. O jornal "La Nacion" diz que é inaceitável para um homem de seu talento haver aderido ideologicamente aos movimentos esquerdistas da América Latina, sem medir as razões daqueles que exerceram o terrorismo. Aflorou muita raiva contida em uma nota que fala muito mais das infelicidades de um jornal, para entender um homem que viveu fora dos "clichês", que precisamente, através de diários como esse, prepararam o terreno para muitas das pátrias militares que assolaram este continente. A este jornal, cabe-lhe direitinho este verso de Cortazar: "Sube cayendo hasta la nada".

Aa televisáo está passando uma entrevista que Cortázar concedeu em sua fugaz passagem por Buenos Aires (alguns dias antes da entrega do poder a Alfonsin). Neste momento ouço-o dizer que a democracia não pode ser uma palavra, e sim uma vivência. Pego outro fragmento da entrevista, onda Cortázar fala de nossos imobilismos, dos engarrafamentos de nossa vida, de como nossas ilusões, nossos costumes, nossos lugares-comuns nos paralisam, nos deixam atolados enquanto dura a vida. Por que não pensar então também em como as leis, como as verdades que escrevemos com "maiúscula" (para afirmá-las melhor), como o sentido adquirido da ordem é o uso juridicista da palavra democracia, imobiliza-nos e deixa-nos politicamente atolados. Em um dia 13 que não é nem sexta-feira, está me chegando a noticia da morte de Cortizar. Lendo os jornais, sinto que eu também com Cortázar começo a morrer. Ele é uma de minhas mortes moleculares. Hoje todos os cronópios estão chorando. Morreu um de seus grandes. Hoje, em algum lugar cotidiano do fantástico, um gato muito parecido a Teodoro W. Adorno tem um olhar perdido no ar, certamente porque haverá encontrado a imagem de um Júlio que, desde um domingo 12 de fevereiro, é definitivamente o "ponto vêlico" da narrativa latino-americana contemporânea.

Com tristeza , Júlio, ADEUS!



Escrito por Luiz às 09h46
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Cuba

Diplomacia dos Estados Unidos

Artigo publicado em "Rebelion" nesta quarta-feira. Abaixo segue nota da diplomacia estadunidense, em 1960, acerca da estratégia para derrotar um regime político com amplo apoio popular.

Así, el 6 de abril de 1960 Lester D. Mallory, subsecretario adjunto de Estado para los Asuntos Interamericanos, recordaba en un memorándum a Roy R. Rubottom Jr., entonces subsecretario de Estado Para los Asuntos Interamericanos, el objetivo de las sanciones económicas:

La mayoría de los cubanos apoya a Castro. No hay oposición política eficaz […]. El único medio posible para aniquilar el apoyo interno [al régimen] es provocar el desencanto y el desaliento por la insatisfacción económica y la penuria […]. Se deben emplear rápidamente todos los medios posibles para debilitar la vida económica de Cuba […]. Una medida que podría tener un fuerte impacto sería negar todo financiamiento o envío a Cuba, lo que reduciría los ingresos monetarios y los salarios reales y provocaría el hambre, la desesperación y el derrocamiento del gobierno”. 



Escrito por Luiz às 09h21
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Bonito!!!

Memorial apresentado pela FIESP, em 1926, ao Presidente da República, quando do projeto da primeira lei de férias de 15 dias:

 “que fará um trabalhador braçal durante 15 dias de ócio? Ele não tem o culto do lar, como ocorre nos países de padrão de vida elevado. Para nosso proletariado, para o geral do nosso povo, o lar é um acampamento – sem conforto e sem doçura. O lar não pode prendê-lo e ele procurará matar as suas longas horas de inação nas ruas. A rua provoca com freqüência o desabrochar de vícios latentes e não vamos insistir nos perigos que ela representa para o trabalhador inativo, inculto, presa fácil dos instintos subalternos que sempre dormem na alma humana, mas que o trabalho jamais desperta!” (Fonte: VIANNA, Luiz Wernck. Liberalismo e Sindicato no Brasil. 2ª Ed. SP: Paz e Terra, 1980. p. 80).



Escrito por Luiz às 12h50
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Carta de Creencia

 

Amor:

        hacer de um alma um cuerpo,

hacer de um cuerpo um alma,

hacer de um tu uma presencia.

                               Amar.

abrir la puerta prohibida,

                               passage

que nos lleva al outro lado del tiempo.

Instante:

                de la muerte

nuestra frágil eternidad.

Amar es perderse en el tiempo,

ser espejo entre espejos.

                        Es idolatria:

endiosar uma criatura

y a lo que es temporal llamar eterno.

 

(OCTAVIO PAZ)

 



Escrito por Luiz às 19h50
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Poesia Russa Moderna

Encantação pelo Riso

 

Ride, Ridentes!

Derride, Derridentes!

Risonhai aos Risos, Rimente Risandai!

Derride Sorrimente!

Risos Sobrerisos – Risadas de Sorridentes Risores!

Hílare Esrir, Risos de Sobreridores Riseiros!

Sorrisonhos, Risonhos,

Sorride, Ridiculai, Risando, Risantes,

Hilariando, Riando,

Ride, Ridentes!

Derride, Derridentes!

 

(Vielimir Klébnikov, 1910)



Escrito por Luiz às 19h25
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Barra da Lagoa

RESSACA NA BARRA DA LAGOA




Escrito por Luiz às 22h41
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Criminalização dos movimentos sociais

 

Associação de Delegados da Polícia Civil e Federal constestam prisões de líderes do MST

O processo de criminalização dos movimentos sociais se torna cada vez mais evidente. As prisões executadas pela Polícia Militar no sul do Estado de SC na última semana não foram contestadas apenas pelas organizações, entidades, advogados e lideranças que apoiam o MST. Até mesmo entidades que representam os Delegados da Polícia Civil e Polícia Federal, sem qualquer ligação com os movimentos sociais, contestaram as prisões.

Segue nota divulgada pelas duas entidades e publicada na imprensa de Santa Catarina:

 

 

Nota conjunta ADPF/SC e ADEPOL

Recentemente chegou ao conhecimento dos signatários através da imprensa a ocorrência de uma operação policial desencadeada pela Policia Militar sediada em Imbituba/SC, visando o combate a suposto esbulho possessório ocorrido em detrimento de áreas pertencentes a União (ZPE, criada pelo Decreto Federal 1.122/94) e ao BNDES (empresa publica federal).


Sem adentrar no mérito da operação policial e da necessidade de manutenção da Lei e da ordem, que supostamente estaria em vias de ser violada, pois segundo a matéria jornalística se tratava de atos preparatórios, verifica-se que aparentemente não houve a observância de preceitos legais básicos na condução dessa investigação.


A Lei 9296/96 determina que o afastamento de sigilo telefônico deverá ser embasado em elementos concretos e diante da ausência de outros meios de investigação, bem assim devera ser operacionalizado por autoridade policial, o Delegado de Policia.


É clara a disposição do artigo 6º do mencionado diploma:


“Deferido o pedido, a autoridade policial conduzirá os procedimentos de interceptação, dando ciência ao Ministério Público, que poderá acompanhar a sua realização.


§ 1º (...).


§ 2º Cumprida a diligência, a autoridade policial encaminhará o resultado da interceptação ao juiz, acompanhado de auto circunstanciado, que deverá conter o resumo das operações realizadas. (...)”


Causa surpresa, portanto, que esse procedimento tenha sido realizado sem a instauração de uma investigação formal, a qual estaria sujeita aos controles previstos na Constituição e na lei, e conduzida por policiais militares, em flagrante violação a Carta Magna, a lei federal e as garantias do Estado Democrático de Direito.


Também ainda resta sem explicação o fato de que todos esses atos tenham sido albergados pela Justiça Estadual, com o endosso do Ministério Publico Estadual - fiscal da lei e guardião da Constituição - quando tanto o bem jurídico protegido, ou seja, as terras prestes a serem invadidas, pertenceriam a União (demandando a apuração do fato pela Policia Federal, junto a Justiça Federal) quanto à formalização de uma interceptação telefônica demandaria a observância de procedimentos legais, os quais restaram, ao que tudo indica, ignorados.



RENATO JOSE HENDGES                 EDUARDO MAUAT DA SILVA
Presidente da ADEPOL/SC                 Diretor Regional da ADPF



Escrito por Luiz às 09h26
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Criminalização dos Movimentos Sociais

 

                   Percebemos no último período uma retomada do processo de criminalização dos movimentos sociais. Não poderia ser diferente.

                   Após o período que marcou o fim das ditaduras militares na América Latina, as grandes corporações internacionais e sua sócia subserviente, a burguesia nacional, com o fim de manterem o controle político e econômico na região, se despem de um uniforme cinzento e passam a se vestir com as coloridas roupas da democracia.

                   Os exemplos mais cômicos dessa nova roupagem encontramos nas novas denominações dos partidos políticos oriundos da antiga Arena: progressistas e democratas.

                   O problema é que a tal democracia defendida pelos novos democratas não pode, em hipótese alguma, encostar um dedo sequer nos seus privilégios de classe. Ou seja, democracia é a democracia formal, o direito de votar e ser votado ou, como dizia Lenin, a democracia formal burguesa é o direito que o trabalhador possui de escolher qual o burguês que pisará em seu pescoço em um determinado período.

                   A partir do momento que a classe operária e o campesinato se organizam, a reação da classe dominante e do seu aparelho estatal se inicial com o processo de criminalização dos movimentos sociais.

                   No último final de semana foi o que se viu no sul do Estado, com a prisão de três militantes do MST que cometeram o crime de reunião, definido pelo aparelho repressivo do Estado, como formação de quadrilha. É isso mesmo: direito de reunião com o objetivo de organizar o povo, para a polícia, assim como setores do Ministério Público e do Judiciário se chama formação de quadrilha.

                   A mesma classe privilegiada, além dos aparelhos repressivos do Estado, conta com o indispensável apoio das empresas de comunicação. Estas empresas, muitas delas concessionárias de serviço público, dedicam boa parte de sua programação com matérias ofensivas e criminalizadoras dos movimentos sociais. As mesmas empresas e seus serviçais, são extremamente lenientes quando as acusações atingem membros da classe dominante, como foi o caso do banqueiro Daniel Dantas e mesmo fatos envolvendo a Cutrale (operação fanta).

                   O que preocupa é que os democratas de hoje, abrigados em ditaduras de ontem, começam a perder o próprio pudor “democrático”. Basta verificar a forma como as empresas de comunicação trataram o desfecho do golpe em Honduras. Simplesmente legitimaram o golpe de Estado, exaltando a figura do golpista Micheletti e hostilizando o presidente eleito pelo povo e derrubado por um golpe civil-militar.

                   Tudo isso preocupa, mas é um importante alerta às organizações populares que não podem se desmobilizar nestes momentos, sob pena da classe dominante apelar para o fascismo, seja lá com que viés, como já se valeu em várias oportunidades.


Luiz Gustavo

 



Escrito por Luiz às 10h29
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Golpe em Honduras e a mídia

Pérolas de jornalista.

 

Os prepostos das grandes corporações das comunicações são fantásticos. Como é fácil mentir. Basta colocar a disposição de alguém um instrumento poderoso e pode falar o que quiser, sem questionamento. Aquilo é a verdade e pronto.

Acabo de ouvir pelo rádio um comentário da brilhante jornalista e dona da verdade sobre a situação de Honduras, mais ou menos assim.

Primeiro condena o golpe, até porque o governo norte-americano também condenou e não ficaria bem contrariar o chefe. Mas depois vem o espetáculo da desinformação. “O presidente deposto pretendia fazer um plebiscito para se perpetuar no poder”. Qualquer um sabe que no domingo do golpe não haveria plebiscito, mas sim uma consulta (o voto sequer seria obrigatório) para saber da população sobre a possibilidade de um plebiscito juntamente com as eleições presidenciais que também poderia decidir sobre a convocação de uma constituinte. Ou seja, na próxima eleição ele próprio afirmou que não poderia ser candidato. O crime de Zelaya foi o de querer perguntar ao povo.

Em seguida a moça aproveita para atacar o “eixo do mal”. Diz que a posição de Hugo Chavez é contraditória, porque ele condena o fechamento de meios de comunicação em Honduras, mas fecha canais de televisão que fazem oposição ao seu governo. Aí o negócio fica interessante. Primeiro, porque Chavez não “fechou” canal de televisão algum, mas sim deixou de renovar uma concessão do serviço público.

Depois, a ilustre jornalista considera normal se utilizar de concessão de serviço público para fazer oposição ao governo, mas nada fala que a tal concessão do serviço público (faço questão de repetir: concessão de serviço público!!!!) se utilizou dessa prerrogativa para articular um golpe de estado!!! Possivelmente, para esse tipo de gente, golpe de estado para depor um presidente que eles não gostam, pode ser legítimo.

Mas chega de falar das corporações da mídia... não vale a pena.... é jogar pérolas aos porcos.

 

Luiz Gustavo

 



Escrito por Luiz às 08h56
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Racismo

Hipocrisia da UE na Conferência sobre Racismo

 

A hipocrisia da Europa e EUA não possui limites. Bastou Mahmoud Ahmadinejad em discurso durante a Conferência sobre Racismo da ONU, se referir ao Estado de Israel como Estado racista, para que os delegados da União Européia se retirassem do plenário.

Longe daqui querer defender Ahmadinejad ou o governo dos Aiatolás do Irã. Este regime se apropriou de uma revolução que depôs o regime autoritário e pró-imperialista do Xá Reza Pahlavi e instituiu outro regime tão repressivo quanto ao anterior, que combate de forma violenta as organizações de trabalhadores e da juventude.

Também é correto dizer que Ahmadinejad não é a figura mais adequada para falar sobre racismo, pois, negar o holocausto, por si só é uma grande aberração que não pode ser tolerada.

Mas a hipocrisia dos líderes da União Européia e dos EUA (que, assim como Israel, boicotou a Conferência) está no fato de negar qualquer conotação racista às práticas do Estado de Israel contra o povo palestino. Ali, as críticas, quando existem, limitam-se à acusação de reação desproporcional de Israel contra os terroristas da Faixa de Gaza e da Cisjordânia. As centenas de crianças assassinadas pelo Exército terrorista de Israel no início deste ano não merecem reação da comunidade internacional como aquela vista contra  Ahmadinejad nesta segunda-feira.

 

Luiz Gustavo

 

 



Escrito por Luiz às 16h26
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